Pastor Alemão de Linhagem Antiga lobeiro a correr na quinta

01 / 07Radiografia

Displasia da anca

Uma malformação e/ou um desgaste precoce da anca. É a doença ortopédica mais conhecida do Pastor Alemão, e a predisposição vem de nascença — é com o crescimento que se revela e se agrava.

Como se despista
Radiografia sob sedação
Quando
A partir dos 12 meses, idealmente aos 15
Herança
Multifatorial: genes e ambiente
Quem lê
Dysplasie Zentrum Gießen

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O que é

A displasia da anca — ou displasia coxofemoral — é uma malformação e/ou um desgaste precoce da articulação entre o fémur e a bacia.

Na malformação, a cabeça do fémur não assenta bem na cavidade do osso ilíaco (o acetábulo) e os ligamentos que os unem ficam demasiado laxos. No desgaste precoce, a articulação gasta-se antes do tempo. Nos dois casos o resultado é o mesmo: mais cedo ou mais tarde instala-se artrose, que pode tornar-se dolorosa e incapacitante.

A displasia pode já existir à nascença, como malformação da articulação. Mas na maioria dos cachorros não se vê nas primeiras semanas: é durante o crescimento que se revela e se agrava — e é por isso que a radiografia oficial só se faz quando o esqueleto está formado.

Radiografia de displasia bilateral da anca, já com artrose, num cão de 11 anos.
Radiografia de displasia bilateral da anca, já com artrose, num cão de 11 anos.Foto: Joel Mills · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

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Os cinco graus

A leitura oficial da radiografia classifica a anca de A (sem sinais de displasia) a E (displasia grave). Escolha um grau para ver o que muda na articulação e o que o clube permite.

baciafémur

Grau A

Sem sinais de displasia

A cabeça do fémur assenta por inteiro numa cavidade funda. Articulação normal.

Pode criar

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Genes e ambiente

É uma doença multifatorial. A base é genética — um conjunto de genes que ainda não está todo identificado — mas o ambiente pode desencadeá-la ou agravá-la num cão predisposto.

Durante o crescimento, os fatores que mais pesam são:

  • Excesso de peso do cachorro
  • Exercício violento enquanto os ossos se formam
  • Escadas e saltos repetidos
  • Pisos escorregadios

Uma criação cuidadosa reduz muito o risco; um crescimento bem acompanhado faz o resto. Nenhum dos dois o elimina por completo.

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Os sinais

Não há um sintoma exclusivo da displasia. Estes sinais, isolados ou em conjunto, justificam uma ida ao veterinário:

  • Dificuldade em levantar-se
  • Relutância em saltar ou subir escadas
  • Coxear das patas traseiras depois de descansar
  • Corrida «aos saltos de coelho», com as duas patas de trás juntas
  • Cansaço rápido no exercício
  • Dor ao mexer na anca

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Como se diagnostica

Tem duas partes: o exame clínico, em que o veterinário observa o andamento e a mobilidade, e a radiografia, feita com o cão sedado e em várias posições. Um diagnóstico precoce pode começar a partir das 16 semanas.

Para criação, a radiografia oficial faz-se a partir dos 12 meses — idealmente aos 15 meses, quando o crescimento ósseo terminou. É preciso um atestado veterinário de que o cão pode ser sedado. As imagens seguem para leitura oficial e o resultado vem num relatório.

Ancas normais: a cabeça do fémur encaixa por inteiro.
Ancas normais: a cabeça do fémur encaixa por inteiro.Foto: Joel Mills · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
Displasia bilateral num cachorro: as cabeças do fémur saem da cavidade.
Displasia bilateral num cachorro: as cabeças do fémur saem da cavidade.Foto: Joel Mills · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

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Tratamento

Médico

Controlar a artrose

Analgésicos e anti-inflamatórios quando é preciso, condroprotetores, peso estável e sem excessos, e exercício regular e adaptado — a natação é dos melhores. A osteopatia e a acupuntura podem ajudar.

Cirúrgico

Caso a caso

Depende do tipo e da gravidade da displasia e do quanto afeta a vida do cão. Quando é feita cedo, o objetivo é reduzir a claudicação e atrasar a artrose.

Cada cão é diferente — a decisão é sempre do veterinário que o acompanha.

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Como se previne

Na origem, só há uma forma: selecionar os reprodutores, de forma rigorosa e durante muitas gerações. Não basta olhar para o resultado do próprio cão — conta o dos pais e avós, o dos irmãos de ninhada e o dos filhos de ninhadas anteriores. A displasia pode ascender a quatro gerações no pedigree.

Mesmo assim, o risco nunca é zero: pela complexidade genética, pode aparecer um cão displásico numa linha limpa há várias gerações. Os estudos mostram que só o despiste obrigatório e continuado dá resultados reais — lentos, mas reais. É por isso que os clubes da raça Altdeutscher Schäferhund o tornaram obrigatório.

Depois, em casa

A genética é a base, mas o primeiro ano conta muito. Num cachorro predisposto, o crescimento pode agravar a displasia ou travá-la. Isto é o que está nas mãos de quem o cria:

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Uma ração de qualidade

Própria para cachorros de raça grande, para um crescimento regular, sem excessos. Nós recomendamos a Pro Plan: é a que usamos com os nossos cães.

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Suplemento articular no primeiro ano

Durante todo o primeiro ano, para que nunca falte nada às articulações enquanto crescem.

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O que evitar até o esqueleto estar formado

  • Excesso de peso
  • Pisos escorregadios
  • Excesso de impactos: saltos, escadas, travagens bruscas
  • Socialização excessiva com cães mais velhos
  • Exercício e esforços desadequados à idade
Atividade físicaA tabela do que o cachorro pode fazer, mês a mês→

Na Von Silfrohn

O que fazemos

Todos os nossos reprodutores são radiografados no Hospital Escolar Veterinário, em Lisboa, por especialistas de ortopedia e com o cão sedado. As películas seguem para o Dysplasie Zentrum Gießen, que assina o parecer.

O resultado vai no pedigree e está publicado na ficha de cada cão, com o relatório.

Estamos sempre cá para ajudar — antes, durante e depois de o cachorro ir para casa. E no Dog Eco Resort, aqui na quinta, somos centro de treino e de desporto canino, com aulas particulares.

Ver os nossos cãesTodos os despistesQuer começar a treinar?

Parecer do Dysplasie Zentrum Gießen do Ner'Zhul — anca e cotovelo, lidos na Alemanha.
Parecer do Dysplasie Zentrum Gießen do Ner'Zhul — anca e cotovelo, lidos na Alemanha.