
Preparar a casa
O cachorro é curioso e vai explorar tudo. Antes de ele chegar:
- Apanhe tudo o que possa ferir ou ser engolido.
- Delimite as zonas onde ele pode estar e as que ficam fora — barreiras são boa solução temporária.
- Defina o sítio dele para dormir e comer.
- Escolha a alimentação com o criador ou o veterinário.
- Tenha o enxoval pronto: mantas, cama, comedouro, bebedouro, brinquedos, coleira, trela, peitoral, escova.
A primeira viagem de carro
As primeiras viagens podem ser fonte de stress e marcar o cão para toda a vida se forem mal geridas. O caminho para casa deve idealmente fazer-se a dois: um conduz com calma e sem travagens bruscas, outro fica com o cachorro aos pés, a tranquilizá-lo com a voz e com a mão.
Se for sozinho, não o leve solto: use uma jaula ou transportadora própria para automóvel. Fica seguro ele, e fica seguro você.
Habituado, o cão passa a querer subir para o carro — porque passa a ser sinónimo de passeio.
Os primeiros encontros
O mais importante no início é criar relação. Ele tem de aprender a conhecê-lo e a perceber que esta é a nova família. Tenha paciência nesta etapa.
Se já tem animais, o primeiro contacto tem de ser positivo e controlado. Não force — sobretudo numa relação gato/cão: os gatos precisam do tempo deles. Entre cães, faça o encontro de dia, em terreno neutro, com trela, e nunca dentro de casa ou do quintal.
A primeira noite
Nunca é fácil. O cachorro procura a presença da mãe e dos irmãos e pode chorar nas primeiras horas. Não o deixe sozinho nas primeiras noites — está angustiado com a separação e procura conforto.
Prepare um espaço seguro, não muito grande: espaços amplos dão menos sensação de segurança, e os cachorros preferem algo que se pareça com uma toca. Um crate com uma manta por cima faz exatamente isso. Podemos fornecer uma manta com o cheiro da mãe e dos irmãos, que ajuda a acalmar.
Um cachorro dorme cerca de 80% do tempo. O descanso é indispensável ao desenvolvimento — não o acorde.
A primeira visita ao veterinário
Não será a primeira dele: antes de sair daqui já foi observado e vacinado. Ainda assim, as consultas podem ser stressantes. Peça ao veterinário para lhe dar uma recompensa, ou leve brinquedos e guloseimas, para a visita não ficar associada só ao desconforto.
O nome
Aprende-se depressa, por associação. Chame-o; se ele olhar, faça uma grande festa e recompense de imediato com algo saboroso. Com o tempo retira-se a guloseima, mas nunca a festa nem a palavra.
Um cachorro não aguenta sessões longas. Exercícios curtos, um pedido de cada vez, e sempre a terminar enquanto ele ainda está motivado.
A limpeza
A aprendizagem começa aqui, com a mãe, mas o cachorro não chega asseado. Leva tempo e paciência. Apanhado em flagrante, diga «não» e leve-o para fora, ao sítio onde quer que ele faça; quando acertar, festeje muito.
Ajuda muito antecipar. Saia com ele de duas em duas ou de três em três horas, sobretudo depois de comer, de dormir e de brincar:
- Um cachorro que acorda faz chichi minutos depois — proponha uma saída logo a seguir.
- Depois de comer e beber, as necessidades vêm em cerca de 15 minutos — saída calma, sem brincadeiras, para evitar torções de estômago.
- Há sinais antes: procura e cheira o chão, dá voltas.
- Aos 2 ou 3 meses aguenta a bexiga 2 a 3 horas. Vai haver acidentes à noite, a não ser que se comprometa a sair com ele.
Não esfregue o nariz no chichi nem ameace com um jornal: ele é demasiado bebé para perceber e só perde a confiança em si. E não castigue os acidentes noturnos — fisicamente, ele não consegue conter-se mais tempo.
Não limpe à frente dele, e não use produtos de cheiro intenso como lixívia: são tóxicos e o cheiro incentiva a repetir no mesmo sítio.
Ficar sozinho
A aprendizagem começa imediatamente. Mesmo que custe, é muito mais fácil num cachorro do que num juvenil. Seja progressivo: saia poucos minutos, em alturas diferentes do dia, deixando brinquedos e coisas para roer.
Ao sair, ignore-o — sem tristeza, sem ansiedade, sem remorso. O mesmo à chegada: deixe passar a excitação e só depois faça uma festa tranquila. A sua postura é que dita os sentimentos dele. Se houver asneira, limpe sem ele ver: dar atenção a seguir a uma asneira é ensiná-la.
Estamos sempre cá para ajudar.
Uma dúvida, um comportamento novo, uma fase mais difícil — ligue-nos. Continuamos disponíveis ao longo de toda a vida do cão. Não é cortesia: faz parte do que fica combinado quando um cachorro sai daqui.
E no Dog Eco Resort, aqui na quinta, somos centro de treino e de desporto canino, com aulas particulares para o seu cão e a sua família. Quando precisar de o deixar — férias, trabalho, um dia complicado — há também creche e hotel, com as mesmas pessoas.
