
03 / 07Teste genético
Mielopatia degenerativa
A medula espinhal perde, pouco a pouco, a capacidade de comandar as patas de trás. Não dói, não tem cura — e pode ser afastada da raça com um teste simples.
- Como se despista
- Teste de ADN (sangue ou zaragatoa)
- Resultado
- N/N · N/DM · DM/DM
- Herança
- Recessiva
- Laboratório
- Laboklin
01
O que é
A mielopatia degenerativa é uma doença da medula espinhal que leva, de forma lenta e progressiva, à paralisia das patas traseiras. Aparece com o envelhecimento do cão — muitas vezes por volta dos 7 a 9 anos, por vezes mais cedo, por vezes nunca.
Há uma mutação genética associada, que é o que o teste deteta. A doença é provavelmente multifatorial: um cão com o genótipo de risco tem muito mais probabilidade de adoecer, mas não é uma certeza.
02
Como evolui
Os sinais são insidiosos e começam sempre por trás. A evolução leva normalmente de 6 a 24 meses, e varia muito de cão para cão.

- 1
Início
Arrasta as unhas das patas de trás e perde o equilíbrio. Fraqueza ligeira, muitas vezes mais de um lado.
- 2
Avanço
Cruza as patas, apoia-as de forma estranha, tropeça. Levantar-se custa.
- 3
Paralisia
As patas traseiras deixam de suportar o peso. O controlo da bexiga e do intestino costuma manter-se.
- 4
Fase final
A fraqueza chega às patas da frente.
A mielopatia degenerativa não dói. Se o cão tem dor, a causa é provavelmente outra — como uma hérnia discal.
03
Diagnóstico e teste
Num cão com sintomas não existe um exame que confirme a doença: é um diagnóstico de exclusão. Idealmente faz-se uma ressonância magnética para afastar outras causas, como uma hérnia discal — que, ao contrário da MD, dói.
Mas pode saber-se antes de haver sintomas. Com uma análise de sangue ou uma zaragatoa bucal, o teste de ADN diz se o cão é:
- N/NSaudável. Não desenvolve a doença nem a transmite.
- N/DMPortador. Não tem risco de adoecer, mas passa o gene a metade dos filhos, em média.
- DM/DMAfetado. Tem risco elevado de vir a desenvolver a doença.
04
O que acontece nos cruzamentos
Cada cachorro recebe um alelo do pai e um da mãe. Escolha o resultado de cada um para ver o que pode nascer — e porque é que há cruzamentos que o clube não autoriza.
Em cada cachorro, em média
- 50%saudáveis
- 50%portadores
- 0%afetados
Permitido. Nenhum cachorro adoece, mas alguns herdam o gene.
05
Porque vale a pena testar
É a doença desta lista que mais facilmente se podia erradicar da raça. Bastava que todos testassem.
Levantamento de 2432 pastores alemães testados
- 51%saudáveis · 1236 cães
- 32%portadores · 779 cães
- 17%afetados · 417 cães
Só metade da população testada está limpa.
Fonte: Orthopedic Foundation for Animals (OFA), Estados Unidos — estatísticas dos testes de ADN à mielopatia degenerativa (gene SOD1) no Pastor Alemão.
06
Tratamento e prognóstico
Ainda não existe tratamento para a causa. O exercício regular mostrou ajudar a manter o cão funcional e a andar durante mais tempo: fisioterapia, passeios regulares e natação são muito recomendados. Numa fase avançada, uma cadeira de rodas para as patas traseiras devolve alguma mobilidade.
O prognóstico a longo prazo é mau: na maioria dos cães, a doença avança até deixarem de ser funcionais.

07
A posição dos clubes
Os criadores afiliados comprometem-se a testar todos os reprodutores antes de qualquer cruzamento. Os cães afetados saem da criação e é proibido cruzar dois portadores. Os clubes da raça incentivam também quem não é criador a testar o seu cão.
Na Von Silfrohn
O que fazemos
O sangue é colhido no CRA – Centro de Reprodução Animal e analisada pela Laboklin, que no mesmo pedido testa MD, NAH, MDR1, HUU e o perfil de ADN que confirma a parentalidade.
O relatório de cada reprodutor está na sua ficha.
Estamos sempre cá para ajudar — antes, durante e depois de o cachorro ir para casa. E no Dog Eco Resort, aqui na quinta, somos centro de treino e de desporto canino, com aulas particulares.
Os sete despistes
Cada reprodutor Von Silfrohn passa por todos antes de criar.
- HDDisplasia da ancaMalformação e/ou desgaste precoce da anca. Forte peso genético.Radiografia
- EDDisplasia do cotoveloMalformação e/ou desgaste precoce do cotovelo.Radiografia
- MDMielopatia degenerativaParalisia progressiva das patas traseiras, com teste de ADN.Teste genético
- NAHNanismo hipofisárioO cão não cresce. Os portadores só se encontram por teste.Teste genético
- MDR1Resistência a multidrogasSensibilidade a medicamentos comuns. Saber antes evita acidentes.Teste genético
- HUUHiperuricosúriaExcesso de ácido úrico na urina, com risco de cálculos.Teste genético
- CDAAlopécia por diluição de corPerda de pelo ligada às cores diluídas.Avaliação clínica
