
01 / 07Radiografia
Displasia da anca
Uma malformação e/ou um desgaste precoce da anca. É a doença ortopédica mais conhecida do Pastor Alemão, e a predisposição vem de nascença — é com o crescimento que se revela e se agrava.
- Como se despista
- Radiografia sob sedação
- Quando
- A partir dos 12 meses, idealmente aos 15
- Herança
- Multifatorial: genes e ambiente
- Quem lê
- Dysplasie Zentrum Gießen
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O que é
A displasia da anca — ou displasia coxofemoral — é uma malformação e/ou um desgaste precoce da articulação entre o fémur e a bacia.
Na malformação, a cabeça do fémur não assenta bem na cavidade do osso ilíaco (o acetábulo) e os ligamentos que os unem ficam demasiado laxos. No desgaste precoce, a articulação gasta-se antes do tempo. Nos dois casos o resultado é o mesmo: mais cedo ou mais tarde instala-se artrose, que pode tornar-se dolorosa e incapacitante.
A displasia pode já existir à nascença, como malformação da articulação. Mas na maioria dos cachorros não se vê nas primeiras semanas: é durante o crescimento que se revela e se agrava — e é por isso que a radiografia oficial só se faz quando o esqueleto está formado.

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Os cinco graus
A leitura oficial da radiografia classifica a anca de A (sem sinais de displasia) a E (displasia grave). Escolha um grau para ver o que muda na articulação e o que o clube permite.
Grau A
Sem sinais de displasia
A cabeça do fémur assenta por inteiro numa cavidade funda. Articulação normal.
Pode criar
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Genes e ambiente
É uma doença multifatorial. A base é genética — um conjunto de genes que ainda não está todo identificado — mas o ambiente pode desencadeá-la ou agravá-la num cão predisposto.
Durante o crescimento, os fatores que mais pesam são:
- Excesso de peso do cachorro
- Exercício violento enquanto os ossos se formam
- Escadas e saltos repetidos
- Pisos escorregadios
Uma criação cuidadosa reduz muito o risco; um crescimento bem acompanhado faz o resto. Nenhum dos dois o elimina por completo.
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Os sinais
Não há um sintoma exclusivo da displasia. Estes sinais, isolados ou em conjunto, justificam uma ida ao veterinário:
- Dificuldade em levantar-se
- Relutância em saltar ou subir escadas
- Coxear das patas traseiras depois de descansar
- Corrida «aos saltos de coelho», com as duas patas de trás juntas
- Cansaço rápido no exercício
- Dor ao mexer na anca
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Como se diagnostica
Tem duas partes: o exame clínico, em que o veterinário observa o andamento e a mobilidade, e a radiografia, feita com o cão sedado e em várias posições. Um diagnóstico precoce pode começar a partir das 16 semanas.
Para criação, a radiografia oficial faz-se a partir dos 12 meses — idealmente aos 15 meses, quando o crescimento ósseo terminou. É preciso um atestado veterinário de que o cão pode ser sedado. As imagens seguem para leitura oficial e o resultado vem num relatório.


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Tratamento
Médico
Controlar a artrose
Analgésicos e anti-inflamatórios quando é preciso, condroprotetores, peso estável e sem excessos, e exercício regular e adaptado — a natação é dos melhores. A osteopatia e a acupuntura podem ajudar.
Cirúrgico
Caso a caso
Depende do tipo e da gravidade da displasia e do quanto afeta a vida do cão. Quando é feita cedo, o objetivo é reduzir a claudicação e atrasar a artrose.
Cada cão é diferente — a decisão é sempre do veterinário que o acompanha.
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Como se previne
Na origem, só há uma forma: selecionar os reprodutores, de forma rigorosa e durante muitas gerações. Não basta olhar para o resultado do próprio cão — conta o dos pais e avós, o dos irmãos de ninhada e o dos filhos de ninhadas anteriores. A displasia pode ascender a quatro gerações no pedigree.
Mesmo assim, o risco nunca é zero: pela complexidade genética, pode aparecer um cão displásico numa linha limpa há várias gerações. Os estudos mostram que só o despiste obrigatório e continuado dá resultados reais — lentos, mas reais. É por isso que os clubes da raça Altdeutscher Schäferhund o tornaram obrigatório.
Depois, em casa
A genética é a base, mas o primeiro ano conta muito. Num cachorro predisposto, o crescimento pode agravar a displasia ou travá-la. Isto é o que está nas mãos de quem o cria:
Uma ração de qualidade
Própria para cachorros de raça grande, para um crescimento regular, sem excessos. Nós recomendamos a Pro Plan: é a que usamos com os nossos cães.
Conhecer a Pro Plan →Suplemento articular no primeiro ano
Durante todo o primeiro ano, para que nunca falte nada às articulações enquanto crescem.
O que evitar até o esqueleto estar formado
- Excesso de peso
- Pisos escorregadios
- Excesso de impactos: saltos, escadas, travagens bruscas
- Socialização excessiva com cães mais velhos
- Exercício e esforços desadequados à idade
Na Von Silfrohn
O que fazemos
Todos os nossos reprodutores são radiografados no Hospital Escolar Veterinário, em Lisboa, por especialistas de ortopedia e com o cão sedado. As películas seguem para o Dysplasie Zentrum Gießen, que assina o parecer.
O resultado vai no pedigree e está publicado na ficha de cada cão, com o relatório.
Estamos sempre cá para ajudar — antes, durante e depois de o cachorro ir para casa. E no Dog Eco Resort, aqui na quinta, somos centro de treino e de desporto canino, com aulas particulares.

Os sete despistes
Cada reprodutor Von Silfrohn passa por todos antes de criar.
- HDDisplasia da ancaMalformação e/ou desgaste precoce da anca. Forte peso genético.Radiografia
- EDDisplasia do cotoveloMalformação e/ou desgaste precoce do cotovelo.Radiografia
- MDMielopatia degenerativaParalisia progressiva das patas traseiras, com teste de ADN.Teste genético
- NAHNanismo hipofisárioO cão não cresce. Os portadores só se encontram por teste.Teste genético
- MDR1Resistência a multidrogasSensibilidade a medicamentos comuns. Saber antes evita acidentes.Teste genético
- HUUHiperuricosúriaExcesso de ácido úrico na urina, com risco de cálculos.Teste genético
- CDAAlopécia por diluição de corPerda de pelo ligada às cores diluídas.Avaliação clínica
