Pastor Alemão de Linhagem Antiga preto entre as árvores

07 / 07Avaliação clínica

Alopécia por diluição de cor

Uma doença da pele e do pelo que aparece sobretudo nos cães de cor diluída, como os azuis. Não mata, mas não tem cura.

Como se avalia
Exame clínico e, se preciso, biópsia
Quem pode ter
Sobretudo cães diluídos (azuis)
Primeiros sinais
Entre os 3 e os 24 meses
Outros nomes
CDA · ADC · «doberman azul»

01

O que é

Como qualquer alopécia, é uma falha no revestimento da pele: o cão perde pelo, total ou parcialmente, em zonas que normalmente têm pelagem. Aparece sobretudo em cães de cor diluída — os azuis —, mas pode surgir também em pretos ou castanhos.

Também se chama alopécia dos mutantes de cor, color dilution alopecia (CDA) ou síndrome do doberman azul.

02

A ligação à cor

A diluição é recessiva: um cão só é azul se herdar o alelo diluído do pai e da mãe. Entre os diluídos, só uma parte desenvolve alopécia — a genética disto ainda não está totalmente esclarecida.

D/D

Não diluído

Preto, lobeiro, bicolor…

AlopéciaNão

D/d

Não diluído, portador

Parece igual, mas passa a diluição

AlopéciaNão

d/d

Diluído

Azul

AlopéciaUma parte dos diluídos

03

Os sinais

Os primeiros sinais surgem normalmente entre os 3 e os 24 meses, por vezes bem mais tarde. Sem tratamento, em cerca de um ano o cão pode ficar sem pelo. Caspa e pontos negros são frequentes, e as infeções de pele secundárias, com comichão, repetem-se.

Alopécia por diluição de cor num dobermann diluído: o pelo cai no dorso e nos flancos.
Alopécia por diluição de cor num dobermann diluído: o pelo cai no dorso e nos flancos.Foto: Caroldermoid · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
  1. 1

    Dorso

    Começa pelo dorso.

  2. 2

    Flancos

    Alastra aos flancos.

  3. 3

    Barriga e membros

    Barriga e interior das patas.

  4. 4

    Todo o corpo

    Sem tratamento, em cerca de um ano.

04

Como se diagnostica

Primeiro excluem-se outras causas: doenças hormonais, carências, doenças autoimunes, traumatismos. Depois faz-se um tricograma — o pelo visto ao microscópio, comparando zonas com e sem alopécia — e, se preciso, uma biópsia com o cão sedado.

O relatório nunca diz «é alopécia por diluição»: diz que há forte suspeita. Enquanto os genes em causa não estiverem identificados, nenhum laboratório se pode pronunciar a 100%.

05

Tratamento e prognóstico

É incurável. O tratamento é dos sintomas: champôs, suplementos como zinco e vitamina E, evitar a exposição prolongada ao sol e tratar as infeções de pele. Alguns tratamentos usados noutras alopécias podem fazer crescer o pelo, parcial ou temporariamente.

Nenhum cão morre desta doença. É sobretudo um problema estético, com o incómodo das infeções.

06

A posição dos clubes

Enquanto não há teste genético, a prevenção assenta na transparência: recolher o máximo de informação entre criadores e veterinários, analisar os pedigrees afetados e retirar da reprodução os cães de risco.

Um cão com alopécia de origem genética não é confirmado para reprodução. Se houver suspeita no ajuizamento — seja qual for a cor —, a confirmação só é dada depois de análises que provem que a causa não é genética.

Na Von Silfrohn

O que fazemos

A pele e o pelo de cada reprodutor são avaliados pelo juiz no ajuizamento, antes da confirmação. Um cão com alopécia sem causa não genética provada não cria.

Estamos sempre cá para ajudar — antes, durante e depois de o cachorro ir para casa. E no Dog Eco Resort, aqui na quinta, somos centro de treino e de desporto canino, com aulas particulares.

Ver os nossos cãesTodos os despistesQuer começar a treinar?

Folha de avaliação do Ner'Zhul no ajuizamento — onde o juiz confirma o cão para reprodução.
Folha de avaliação do Ner'Zhul no ajuizamento — onde o juiz confirma o cão para reprodução.