
Von SilfrohnGenética e história
As cores contamuma história
Lobeiro, bicolor, preto, azul, branco. Nenhuma destas cores é um defeito genético — algumas foram excluídas por decisão de clubes de exposição, e isso é outra coisa.
OPastorAlemãonãonasceuuniforme.Nasceudeumapopulaçãodecãesdetrabalhoregionaisemqueavariedadedecoreseranormaleaceite.
No final do século XIX havia na Alemanha muitos cães de pastor regionais — Turíngia, Saxónia, Baviera, Württemberg — hoje agrupados sob o nome de Altdeutsche Hütehunde. Não eram selecionados por cor nem por estética, mas por resistência, inteligência, temperamento equilibrado e capacidade de trabalho.
Com o tempo, a raça foi padronizada para exposições e não apenas para a função. É aí que aparecem as restrições a certos fenótipos, cores e tipos de pelo incluídos. A história completa está aqui.
O que a padronização fez
A genética manteve-se igual. Mudou o enquadramento institucional — e os standards evoluem, e voltam atrás.

Muitos cães, muitas cores
Cães de pastor regionais — Turíngia, Saxónia, Baviera, Württemberg — escolhidos pelo trabalho, não pela cor.

Horand von Grafrath
Lobeiro e funcional, é o primeiro cão registado da raça. A intenção era utilidade e equilíbrio acima da aparência.

A raça vai a exposição
Padroniza-se para o ringue, e não só para a função. O branco é excluído; o pelo comprido, afastado durante décadas.

O pelo comprido volta
A SV acaba por aceitar o pelo longo. A genética nunca tinha mudado — só a regra.
As cores do estalão
Quatro famílias, catorze cores. Os desenhos mostram a cor, e não um cão em concreto: a cor verdadeira vê-se ao vivo, e muda com a luz.

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Família lobeiro · 1 de 4
Lobeiro castanho
Base castanha e pontas pretas. É o lobeiro mais escuro, com a máscara preta a cobrir o focinho e a capa a escurecer o dorso.
A base do pelo na cor definida e a ponta preta. Cada pelo tem várias tonalidades, e é isso que dá o aspeto de lobo. Quanto mais preto na capa, mais escuro o cão parece.
A face
A pelagem
Cauda e culotes
A paleta da pelagem, do tom mais escuro ao mais claro.
A pelagem de cada um dos nossos cães, com os loci quando estão testados, está na ficha dele em Os nossos cães.
Os olhos
Do castanho quase negro ao amarelo âmbar. Todos os tons entre um e outro são da raça, e mudam com a luz do dia.

O que o estalão prefere
Castanho escuro
Quase negro, sobretudo à sombra. É o olho da pigmentação mais forte, e combina com a máscara, os lábios e o nariz bem pretos.
Nos cachorros, ainda não é a cor finalOs cachorros nascem de olhos azulados. A cor definitiva só assenta entre as 9 e as 16 semanas, e até lá qualquer previsão é um palpite.
O que o estalão pede é a formaSeja qual for a cor: olhos de tamanho médio, em amêndoa, não proeminentes, sem ectrópio nem entrópio.
15 dias
30 dias
40 diasA máscara
É a única parte da cor com regra apertada: tem de existir, e tem de ser preta — ou azul, nos azuis. Na nossa matilha há cinco maneiras de a usar, e falta uma.

O que é faltaA ausência total de máscara, tal como unhas claras ou manchas brancas na face interna dos membros, é penalizada como pigmentação insuficiente. Pequenas manchas brancas no peito ou nos dedos são aceites.
A genética, em linguagem simples
A cor resulta da interação de vários loci. Não existe um «gene mau» de cor — existem decisões humanas de aceitação e de exclusão.

Locus AOs padrões
Decide onde fica o pigmento escuro e onde não fica: é daqui que vêm o lobeiro e o bicolor.

Locus KO preto dominante
Quando está presente, cobre os padrões do locus A, e o cão é preto sólido.

Locus EA expressão do pigmento
Com duas cópias recessivas, o pigmento escuro não chega ao pelo. É daí que vem o branco.

Locus DA diluição
Duas cópias recessivas aclaram o preto para azul. O nariz também fica azul.

Sobre o branco
Sempre existiu.
Foi afastado.
É uma expressão genética recessiva. Não é albinismo: o nariz, os lábios e a pele continuam escuros. Não está associado a doença.
A sua exclusão foi uma decisão de clubes de exposição — não uma conclusão veterinária. Na linhagem antiga, o branco é aceite, como as outras cores naturais da raça.
Tudo sobre o branco →Onde nos colocamos
A cor nunca é critério de escolha. Nunca se sobrepõe à saúde, à estabilidade emocional e à estrutura.

Padrão de exposições
- Cores aceites mais restritas
- Exclusão histórica de certos fenótipos
- Seleção fortemente estética
- Maior uniformização

Pastor Alemão de Linhagem Antiga (Altdeutscher Schäferhund)
- Aceitação das cores naturais históricas
- Seleção por saúde e temperamento
- Funcionalidade e equilíbrio
- Maior diversidade genética
O que pesa na nossa escolha de reprodutores é a ascendência conhecida, a genealogia documentada, os testes genéticos de saúde e o equilíbrio emocional. Os despistes que fazemos estão todos aqui.
O Pastor Alemão de Linhagem Antiga não é uma tendência. É memória viva da raça — e as cores fazem parte dessa memória.

Uma raça explica-se melhor a ver os cães.
Estas páginas dizem o que se pode escrever. O feitio de cada cão, a estrutura, o modo como se movem — isso vê-se aqui, ao vivo.







